1. El cursado se realizará en formaasincrónica y virtual,
a través de la plataforma Moodle UNS (Universidad Nacional del Sur).
Allí se encontrará el material pedagógico que cada profesor o profesora a
cargo del Módulo ofrecerá. Entre ellos, se encontrarán documentos
elaborados por el o la docente, videos, bibliografía específica, etc.
Asimismo, allí se realizarán los foros de debate pertinentes de cada
Módulo.
2.
La Diplomatura cuenta con 8 Módulos en total, que se cursarán a lo
largo del último cuatrimestre del año, comenzando el 11 de agosto. Esto
es, se cursa 1 Módulo cada dos semanas, por lo que cada mes tendrá 2
Módulos pedagógicos a abordar.
Los Módulos proyectados para esta edición son:
a.Regímenes de acumulación. Entre la geopolítica, los conflictos sociales y las
políticas públicas (Dr. Francisco Cantamutto)
b.Las nuevas formas de la guerra en el siglo XXI (Dr. Claudio Gallegos)
c.Teoría de las Relaciones Internacionales (Dra. María Jimena Irisarri)
d.Doctrinas de Defensa y Derechos Humanos (Dra. Sonia Winer)
e.Estados Unidos – América Latina en un contexto de transición hegemónica
(Dr. Leandro Morgenfeld)
f.Historia de la Economía, la Política y la Integración (Dra. Cecilia Miguez)
g.Modelo extractivo y conflictos por el territorio (Dra. Agostina Costantino)
h.China como actor geopolítico global: claves estratégicas del siglo XXI. (Mg. Marcos Fernández Peña)
Leandro
Morgenfeld, especialista em Relações Internacionais, comenta lawfare
contra Cristina e relata a situação dramática do país vizinho sob o
governo Milei
A atual situação política, social e econômica da Argentina é muito
diferente da suposta estabilidade defendida pela mídia hegemônica
brasileira, que defende o governo de extrema direita de Javier Milei
como um exemplo para a América Latina.
Para explicar o que está acontecendo no país e por que Milei é crucial aos interesses dos Estados Unidos no continente, Opera Mundi
conversou o historiador e professor da Universidade de Buenos Aires
(UBA), Leandro Morgenfeld, durante sua visita ao Brasil para o
lançamento do livro Nuestra América, Estados Unidos y China (CLACSO, 2025).
Morgenfeld é membro do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais
(CLACSO), onde coordena o Grupo de Estudos sobre os Estados Unidos.
“Estamos perto de um estado de sítio na Argentina”, avalia, ao citar
como exemplos da ofensiva da extrema direita, os ataques semanais da
polícia contra os aposentados que protestam no país e o decreto
presidencial que permite prisões sem mandado judicial.
“Nunca tivemos um presidente argentino tão ligado aos
norte-americanos”, aponta o especialista em relações internacionais. Em
sua avaliação, “o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os Estados
Unidos estão sustentando Milei, porque não querem que a Argentina se
vire, novamente, para o peronismo”. O movimento, afirma, é parte de uma
guerra híbrida em meio às disputas hegemônicas globais que ele explica
em detalhes nesta entrevista.
O acadêmico também falou sobre a situação da ex-mandatária Cristina Kirchner (2007-2015), que foi visitada na última quinta-feira (03/07) pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva,
em sua prisão domiciliar, em Buenos Aires. Ela é vítima de uma
condenação considerada por alguns juristas como uma operação de lawfare,
em meio a uma escalada de repressão das forças populares no país
vizinho, governado pela extrema direita desde dezembro de 2023.
Especialistas dizem que, em termos jurídicos, sua condenação é um
desastre judicial, um caso clássico de lawfare. Cristina não pode mais
ser candidata a nenhum cargo público. Está em prisão domiciliar, usando
uma tornozeleira eletrônica, sem poder receber convidados.
É importante destacar que a Suprema Corte da Argentina tem apenas
três juízes, porque não houve maioria no Congresso para selecionar os
demais. Dos três, dois foram nomeados por decreto pelo então presidente
Maurício Macri, o que é ilegal. Depois, eles foram validados pelo
Congresso, mas a Suprema Corte é muito parcial e, por conta disso, todos
afirmam que a decisão é parte de lawfare. Frente à ofensiva, até mesmo os críticos ao peronismo se uniram em defesa de Cristina.
A pressão não é só interna. Marco Rubio, atual secretário de Estado
de Donald Trump, é um inimigo antigo dos Kirchner. Enquanto era senador,
ele pressionou o governo Biden para estabelecer sanções contra ela,
seus filhos e funcionários. Agora, no governo Trump, as sanções foram realizadas.
Isso é parte de uma pressão dos Estados Unidos para marginalizar uma
dirigente política que, goste-se ou não, é uma das mais populares da
Argentina.
Opera Mundi: Como você avalia o governo Milei?
Leandro Morgenfeld: Nós estamos cada vez mais
próximos de um estado de sítio. No dia 17 de junho, o governo argentino
editou um decreto presidencial que permite à polícia deter às pessoas
sem decreto judicial.
Se a polícia te considerar suspeito por algum motivo qualquer, ela
pode te prender sem ordem judicial. O decreto também a autoriza a
espionar as redes sociais, sem ordem judicial. Isso também acontece nos
Estados Unidos, nós temos colegas com green card que estão apagando seus comentários nas redes sociais em autocensura.
Milei é um economista outsider da política, que se diz ‘libertário’ e
defende que o Estado não deveria existir, apenas o setor privado. Ele
defende um Estado mínimo com apenas as Forças Armadas, segurança interna
e a provisão da Justiça, sem educação, saúde, políticas sociais. É uma
visão ultra neoliberal. Tudo gira em torno da oferta e da demanda.
O orçamento das universidades, da ciência e tecnologia, dos hospitais e da saúde pública, tudo está quebrando.
Ele está tentando mudar a sociedade argentina, não somente a economia,
mas a política e a sociedade. Ele diz que o Fórum de Davos está
controlado pelos comunistas. É um negacionista das mudanças climáticas,
contra a luta do feminismo, contra o aborto legal, que chama os gays de
pederastas.
Opera Mundi: Como estão as mobilizações?
Leandro Morgenfeld: Ano passado, ocorreram duas
grandes mobilizações das universidades e ele teve de recuar. A
universidade pública e gratuita é muito importante na Argentina. São
mais de dois milhões de universitários, 5% dos argentinos têm acesso
irrestrito ao ensino superior e são mais de 60 universidades nacionais
públicas pelo país. A Universidade de Buenos Aires (UBA) tem mais de 300
mil estudantes.
A resistência é forte,
mas Milei tem base eleitoral. Nós estávamos com uma inflação anual em
250%. Com a queda da inflação e do dólar, duas semi estabilidades, ele
garantiu o apoio de, pelo menos, metade da população. Como Trump, Milei
foi exitoso ao se apresentar como um outsider da elite política para os
que perderam a esperança com os partidos tradicionais. ‘Eu sou como
vocês’.
Há um todo um contexto de crise do emprego, de trabalhadores
uberizados, do surgimento de uma visão ultra-individual que embarca no
discurso de que o Estado é ladrão. Então, se chega uma pessoa dizendo
que o Estado deve ser mínimo, as pessoas votam.
Opera Mundi: Como estão as forças políticas hoje? Há alternativas no peronismo
Leandro Mongerfeld: Milei também está destruindo a
direita. Em maio, o seu partido, A Liberdade Avança (LLA, por sua sigla
em espanhol) venceu as eleições legislativas na cidade de Buenos Aires,
governada pelo Proposta Republicana (PRO), partido próximo à direita do
PSDB, do ex-presidente Maurício Macri.
Macri tinha sua própria candidata, Silvia Lospennato, mas Milei apoiou outro candidato, uma pessoa muito desagradável, Manuel Adorni que ganhou com 30%, vencendo o peronismo que o obteve 27% e o PRO, com 16%. De forma geral, o LLA e o PRO estão juntos contra o peronismo.
O problema é que o peronismo está muito dividido. Eles têm maioria no
Senado e um bloco importante na Câmara dos Deputados, governam a
principal província, Buenos Aires, que têm 40% do PIB do país. Para as
eleições presidenciais, daqui a dois anos, dois nomes se destacam: o do
atual governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, que venceu as eleições
com 20 pontos de diferença, é apontado como candidato natural. E o de Juan Grabois, candidato a pré-presidente dentro do União Pela Patria.
Kiciloff governa a província mais complexa da Argentina, a mais
industrializada, que tem uma pobreza grande e precisa do apoio do
governo central, mas hoje esse apoio não existe. Já Grabois, muito amigo
do papa Francisco, é ligado aos movimentos sociais. Ele nunca ocupou um
cargo público, coordena os movimentos populares e durante o governo
Milei, sempre esteve na rua.
Opera Mundi: Dizem que é o bolso quem manda nas eleições, como está a economia da Argentina?
Trump quer evitar que os países da América Latina – com lideranças
como Sheinbaum no México, Lula no Brasil e Petro na Colômbia – avancem
como um bloco nacional-popular. Com a Argentina, seriam quatro países
emergentes do continente muito mais próximos dos BRICS do que dos
Estados Unidos. Para eles é muito importante que Cristina seja presa
para que o peronismo não tenha chances de voltar ao poder.
Para isso, eles colocaram muito dinheiro. Em 11 de abril, o FMI fez
um acordo com o governo argentino. O Secretário do Tesouro dos Estados
Unidos, Scott Bessent, chegou três dias depois ao país para apoiar a
negociação. É escancarado. Como presidente eleito, Milei foi dez vezes
aos Estados Unidos, é o que mais viajou para lá. Nunca tivemos um
presidente argentino tão ligado aos norte-americanos.
Opera Mundi: Como se dá essa ligação?
Leandro Morgenfeld: Milei dá tudo o que eles querem.
Ele descartou um compra de aviões militares chineses já acordada, com
financiamento, para comprar aviões norte-americanos F-16 de um país
europeu, que eram muito mais caros e obsoletos, com mais de 40 anos.
Queda da inflação e do dólar garantem apoio ao governo Milei Reprodução Casa Rosada / Presidência da República Argentina / Wikipedia
Ele outorgou aos Estados Unidos o controle da hidrovia
Paraguai-Paraná, principal canal de comércio fluvial na Argentina. Já
prometeu fazer uma base dos Estados Unidos na Terra do Fogo. Enquanto
isso, Trump impôs tarifas de 50% sobre importações de aço e alumínio, um
dos principais produtos importados da Argentina.
Os Estados Unidos são o único país no mundo que tem votos no FMI,
quando eles dizem “não”, é preciso negociar com o secretário de Estado.
Em 2018, quando Trump era presidente, eles deram 50 bilhões de dólares
para o governo Macri. Hoje, a Argentina é o principal devedor do FMI. Se ela não pagar, o fundo terá problemas, porque devemos mais que os dez seguintes devedores juntos.
Leandro Morgenfeld: Sim, a Argentina, Chile e
Bolívia compõem o triângulo do lítio. São três países que detêm as
reservas mais importantes de lítio do mundo, que é um elemento essencial
para as baterias dos carros elétricos. A questão é se Argentina vai
desenvolver sua própria capacidade de fazer as baterias ou vai apenas
exportar o lítio. Muitas empresas, sobretudo chinesas, têm investimentos
na Argentina, mas também norte-americanas. Há uma disputa importante.
As novas disputas geopolíticas têm a ver com gás e petróleo, mas também com os minerais estratégicos, as chamadas terras raras
[17 minerais de difícil extração], controladas em grande parte pela
China. Quando Trump impôs tarifas delirantes contra a China, ela o
retaliou proibindo a exportação desses minérios para os Estados Unidos.
Esse tipo de disputa é a nova fase das guerras híbridas e
fragmentadas que mencionamos no livro. Nós defendemos que outros países
da região tenham uma política conjunta para explorar esses recursos
estratégicos, para garantir o desenvolvimento tecnológico e a
transferência de tecnologia. Vamos transferir o lítio, mas fazer uma
fábrica em que a metade dos técnicos seja argentinos ou chilenos e
metade de chineses. E que daqui a cinco anos possamos exportar não
somente o lítio, mas bateria de lítio.
Opera Mundi: O que é essa guerra híbrida?
Leandro Morgenfeld: Guerra híbrida é uma guerra onde
há uma dissolução entre a fronteira militar e civil, entre interesse
público e privado, entre o que faz os Estados e as corporações. Nela,
isso tudo se mistura. O que estamos vendo hoje é a dissolução das
mediações políticas. Evidentemente, que o Estado sempre respondeu a
interesses particulares, mas sempre com mediações políticas.
As decisões geopolíticas estão entrelaçadas com as decisões das
grandes corporações. A novidade com Trump é que, agora, as grandes
empresas tecnológicas são diretamente parte do governo. Três dias antes
de assumir a presidência, ele lançou uma moeda digital, uma criptomoeda,
chamada “Trump”. Tempos atrás, fez um jantar em Mar-a-Lago, a sua
segunda Casa Branca, com os 200 maiores compradores dessa moeda.
Agora, ele lançou um celular “Trump”, uma linha própria, supostamente feita nos Estados Unidos, vendido por 500 dólares. Em sua viagem ao Oriente Médio,
o governo do Catar deu a ele de presente um avião de 700 milhões de
dólares, após fazer contratos bilionários em compras de armamento. É uma
corrupção em grande escala, sem preocupações de ser escondida.
Os Estados Unidos pressionam, usam as ferramentas políticas, diplomáticas, meios de comunicação e todo o chamado soft power,
de distintas agências. Além disso, eles detêm o domínio do dólar, do
Fundo Monetário Internacional, são muitas as formas de pressionar um
governo. O lawfare é uma delas. Se você está fazendo coisas que vão
contra os interesses dos Estados Unidos, ou enfrentando certos poderes
transnacionais, é provável que você pague um preço e seja preso, após
ser acusado de corrupção.
El historiador Leandro Morgenfeld, se refirió al conflicto entre el presidente de EE.UU. y el magnate tecnológico.
«Lo que pasó entre Trump y Elon Musk tiene varias dimensiones. Es un
proceso en desarrollo que, hora ahora, va cambiando. Creo que es una
crisis de una magnitud que no se está dimensionando porque expresa una
fractura en el trumpismo, por un lado, con el ala nacionalista y, por
otro, con el área de los CEOs tecnológicos de grandes empresas», afirmó Leandro Morgenfeld respecto de la disputa entre Donald Trump y el dueño de TESLA.
En diálogo con Pablo Caruso y equipo en Que Vuelvan Las Ideas
(AM 530 – Somos Radio, lunes a viernes de 16 a 18) el historiador se
refirió al conflicto entre el presidente de EE.UU. y el magnate
tecnológico.
«Esta situación es, en parte, una cuestión de negocios: en las
críticas que hace Elon Musk a esta suerte de ‘ley Bases’ que quiere
aprobar Trump, se está diciendo que va a generar mucho déficit porque le
baja los impuestos a los ricos porque aumenta gastos. Pero, en realidad, lo que se está discutiendo es que Elon Musk es uno de los principales contratistas del Estado«, agregó Morgenfeld.
El empresario tecnológico acusó públicamente a Trump de estar entre los nombres de la «lista de Epstein«, quien fue acusado de tráfico y explotación sexual de más de 250 niñas menores de edad.
La «bomba» de Musk (tal como él la llamó en redes sociales) fue lanzada
luego de que el presidente norteamericano amenazara con cancelar todos
los contratos públicos que tiene con el gobierno.
Presentación del dossier • Con cautela: América Latina y el Caribe frente a Trump 2.0
En el contexto de las transformaciones globales del siglo XXI, el segundo mandato de Donald Trump reconfiguró el escenario geopolítico internacional, desafiando el orden liberal con su política de "America First". Este nuevo panorama plantea desafíos estratégicos para América Latina y el Caribe que requieren análisis profundos y perspectivas críticas.
El Centro Maria Sibylla Merian de Estudios Latinoamericanos Avanzados (CALAS) presenta el dossier «Con cautela: América Latina y el Caribe frente a Trump 2.0», que reúne contribuciones de 17 destacados investigadores e intelectuales latinoamericanos sobre los impactos de la administración Trump 2.0 en la región y las respuestas generadas
📌 Descarga el dossier en acceso abierto: [Enlace a la publicación en calas.lat]
Presentación del dossier: Con cautela. América Latina y el Caribe frente a la geopolítica dominante de Trump 2.0
En el marco de las transformaciones globales que definen el primer cuarto del siglo XXI, el segundo mandato de Donald Trump ha reconfigurado el escenario geopolítico, desafiando el orden internacional liberal y promoviendo una agenda basada en el nacionalismo del "America First". Frente a este panorama, América Latina y el Caribe enfrentan nuevos dilemas estratégicos que demandan análisis rigurosos y perspectivas críticas.
El Centro Maria Sybilla Merian de Estudios Latinoamericanos Avanzados (CALAS), en su compromiso por examinar las crisis y sus impactos en la región, se complace en presentar el dossier «Con cautela: América Latina y el Caribe frente a la geopolítica dominante de Trump 2.0». Esta publicación reúne contribuciones de destacados investigadores, intelectuales y analistas de América Latina, quienes reflexionan sobre las implicaciones de las políticas de la administración Trump 2.0 y las respuestas generadas en la región.
El evento contará con la participación de los coordinadores de la edición:
Dr. Jaime Preciado Coronado (Universidad de Guadalajara) Dr. Jochen Kemner (Universität Kassel)
Asimismo, intervendrán autores destacados del dossier en un espacio de diálogo sobre los desafíos que plantea el actual contexto internacional.
Detalles del evento:
Fecha: 27 de mayo de 2025 Horario: ▸ 12:00 h (MX/Centroamérica) ▸ 13:00 h (Colombia/Ecuador) ▸ 15:00 h (Cono Sur) ▸ 20:00 h (Alemania)
El evento será transmitido en vivo a través del canal de YouTube del CALAS (@CALASCenter).
Gabriel
Merino, analista internacional y doctor en Ciencias Sociales, y Leandro
Morgenfeld, historiador e investigador del Consejo Nacional de
Investigaciones Científicas y Técnicas de Argentina [CONICET] nos
visitaron en los estudios de Sputnik para presentarnos su libro "Nuestra
América, Estados Unidos y China".
"La
idea 'angloestadounidense' hace referencia a un polo de poder en el que
funciona Estados Unidos, Canadá y Reino Unido posterior a la Segunda
Guerra Mundial, que actúa como el centro hegemónico y que hoy en día está en crisis", contextualizó Gabriel Merino a Séptimo piso.
"Ese polo poder tenía la supremacía hace 20 años, pero hoy está en crisis. La tecnología tiene mucho que ver, ya que actualmente no hay un monopolio tecnológico manejado por Estados Unidos, sino que hay una guerra tecnológica que es parte de esta guerra mundial híbrida", agregó.
El analista considera que la próxima gran batalla "es la financiera y monetaria. Se está construyendo otro orden alternativo.
También en la cuestión militar y estratégica, en la cual el Occidente
geopolítico está perdiendo los conflictos como en Ucrania o en Oriente
Medio", concluyó.
América Latina "tiene una oportunidad histórica"
"América Latina tiene la necesidad histórica de coordinar sus políticas,
avanzar en la integración regional y pensar una estrategia de inserción
autónoma para ser un actor más en este mundo cada vez más multipolar",
aseguró Leandro Morgenfeld a Séptimo piso.
Según el especialista, "estamos en una transición política del poder real
y eso genera condiciones estructurales para que se pueda avanzar en los
procesos de integración regional, desarrollo y revierta el proceso de
periferialización".
Grupo de Trabajo CLACSO Estudios sobre Estados Unidos Boletín Estados Unidos: Miradas críticas desde Nuestra América Año 6 – Número #13 Trump 2.0: Guerra comercial, vulneración de derechos humanos, fronteras y su impacto en América Latina Junio 2025
Contenido
El Comando Sur en Argentina
Apertura. Nuestra América, la avanzada de Trump y aceleración de la transición geopolítica Gabriel Merino Leandro Morgenfeld
Trump 2.0: Guerra comercial, vulneración de derechos humanos, fronteras y su impacto en América Latina. Presentación Sonia Winer Claudio Gallegos
El trumpismo 2.0 y el neomacartismo global en la era Truth Social Ariel Goldstein
El desmadre programado que desborda a Trump. Claudio Katz
El mundo en tiempos de Trump. ¿A dónde nos llevan los aranceles? Ivan López Martínez Mariana Aparicio Ramírez
Trump 2.0: efectos del proteccionismo en Nuestra América Luis René Fernández Tabío
¿America First?Estados Unidos entre la amenaza externa y la ruptura interna Violeta A. Canales de la O
La política migratoria de Trump como instrumento de hegemonía de Estados Unidos sobre México Yasmín Martínez Carreón
Panamá, Trump y la falsa amenaza china Dídimo Castillo Fernández
La administración Trump. Más allá de la nostalgia por un renacimiento imperial de Estados Unidos Raúl Rodríguez Rodríguez
El Comando Sur en Argentina. Historia, disputa geoestratégica y subordinación en tiempos de Trump y Milei Sonia Winer
Organiza/n: Grupo de Trabajo CLACSO China y el
mapa del poder mundial | Grupo de Trabajo CLACSO Estudios sobre Estados
Unidos | Grupo de Trabajo CLACSO Geopolítica, integración regional y
sistema mundial | Instituto de Relaciones Internacionales - IRI
(Argentina) | Centro de Estudios en Política Internacional - CIPI (Cuba)
| Instituto Tricontinental | Tektónikos | Nodal | Editorial Batalla de
ideas | Revista Foro Nacional por Colombia | Red Latinoamericana de
Estudios sobre Estados Unidos (RELEU) | Jacobin Latinoamérica
En los últimos años, la palabra geopolítica volvió a ocupar el centro
del debate, lo cual se vislumbra tanto en el campo académico, como en el
político o en el mediático. Por momentos pareciera que todo es
geopolítica. Más allá del debate sobre usos y precisiones del concepto,
esto está en estrecha relación a una cuestión fundamental que marca la
época actual y es el trasfondo de un conjunto de fenómenos de suma
importancia: la transición del sistema mundial, como tal, es una
transición de la estructura del poder global y de su distribución
espacial.
Este cambio estructural del mapa de poder tiene como un elemento clave
de análisis y de debate: el declive relativo del llamado Occidente (o el
Occidente geopolítico expresado en la OTAN) y el ascenso de poderes
emergentes que expresan fuerzas sociales y políticas cuyo ascenso está
reconfigurando la economía mundial y el sistema inter-estatal, a la vez
que son el motor de nuevas instituciones multilaterales propias de un
mundo crecientemente multipolar.
A partir de la Pandemia de Covid-19 se aceleraron un conjunto de
tendencias fundamentales que expresan dichos cambios sistémicos y se han
hecho cada vez más presentes los síntomas de descomposición del orden
mundial y la crisis hegemonía estadounidense, así como el devenir hacia
un mundo post-occidental, con un creciente protagonismo del Sur Global.
Un signo propio de este escenario de transición es la multiplicación de
tensiones y conflictos. Las guerras en Ucrania, Gaza, Yemen, Siria y las
crecientes tensiones en Asia Pacífico constituyen focos calientes de
una puja más amplia, que puede interpretarse como una Nueva Guerra Fría o
una Guerra Mundial Híbrida, según las diferentes perspectivas, que
pueden también incluir otras conceptualizaciones. Se puede observar la
articulación de conflictos locales con pujas entre las grandes
potencias, así como la multiplicación de frentes en disputa: guerra
comercial, guerra económica a través de sanciones, guerra tecnológica,
ciber-guerra, guerra de información, lawfare, etc. Y resulta
insoslayable, sin por ello caer en determinismos y una visión maniquea,
que las acciones imperiales del hegemón en declive para detener a las
fuerzas y poderes emergentes son fundamentales para entender el actual
escenario geopolítico mundial y regional.
América Latina se encuentra en una encrucijada histórica, en donde se
debate entre ser o no ser un polo emergente en un escenario de
multipolaridad relativa en desarrollo. Comprender el escenario
geopolítico mundial, sus principales tendencias y su relación con las
dinámicas de nuestra región resulta fundamental para elaborar una
estrategia propia.
Actividades del Foro por día
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Programa en construcción, sujeto a modificaciones.
En esta entrevista, el investigador y académico argentino
Leandro Morgenfeld analiza en detalle la actual guerra comercial entre
Estados Unidos y China, y reflexiona sobre cómo se posiciona América
Latina y el Caribe ante esta situación que por momentos se vuelve
crítica
¿Cómo pensar la actual guerra comercial entre Estados Unidos y China
desde una mirada latinoamericana? ¿Qué esperar en un continente donde
las pujas entre las expresiones políticas neoliberales (y ahora de
ultraderecha) y progresistas ya llevan varias décadas? En un contexto
que se vislumbra de reestructuración mundial, ¿en qué lugar queda una
Argentina gobernada por Javier Milei?
Leandro Morgenfeld,
Algunas respuestas e hipótesis a estas preguntas las responde a
LQSomos Leandro Morgenfeld, profesor de Historia de la Universidad de
Buenos Aires (UBA) e investigador del Consejo Nacional de
Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET). Autor de los libros
Vecinos en conflictos: Argentina y Estados Unidos en las Conferencias
Panamericanas, 1880-1955; Relaciones peligrosas: Argentina y Estados
Unidos; Bienvenido Mr. President. De Roosevelt a Trump: las visitas de
presidentes estadounidenses a la Argentina, y Nuestra América frente a
la doctrina Monroe. 200 años de disputas, Morgenfeld analiza cómo
repercute en América Latina (y en particular en Argentina) la puja
política y económica entre Washington y Beijing, y se adentra en el
“declive relativo” de un Estados Unidos en el ojo de la tormenta bajo el
gobierno de Donald Trump.
Recientemente, Morgenfeld y el investigador Gabriel Merino
coordinaron Nuestra América, Estados Unidos y China. Transición
geopolítica del sistema mundial, publicado recientemente por Batalla de
Ideas y CLACSO, en el cual abordan en detalle el devenir latinoamericano
ante las dos principales potencias mundiales. A través de veintitrés
autoras y autores de América Latina, en el libro se detalla de forma
milimétrica el actual contexto de transición geopolítica a nivel global,
el declive relativo de Estados Unidos y el ascenso de China y
Asia-Pacífico, y cómo se posiciona Nuestra América antes este escenario.
Al
referirse al libro, Morgenfeld destaca que muchos y muchas
investigadoras vienen trabajando hace años con la hipótesis del declive
estadounidense, “que en otro momento era mucho más discutido, pero hoy
es casi de aceptación global”. Sobre esta actualidad, dice que se
atraviesa “un momento de transición geopolítica, que no se traduce en la
narrativa del Norte Global, o del Occidente geopolítico, de que es una
nueva Guerra Fría, sino como una transición hacia un mundo más
multipolar donde Estados Unidos ya no puede ejercer su hegemonía”.
En este nuevo libro aparecen temas diversos, que van desde la
militarización estadounidense del continente latinoamericano hasta la
disputa por los recursos naturales (con el litio como eje central) y la
competencia de la producción de los chips a nivel internacional. En
medio de estos análisis, se profundiza sobre cuestiones específicas como
la “guerra mundial híbrida y fragmentada”, la guerra comercial y
tecnológica, la disputa ideológica, política y mediática, y el lawfare,
siempre reflexionando sobre cuáles son los desafíos para América Latina y
el Caribe.
LoQueSomos: ¿Cuáles son las consecuencias para Argentina de la actual guerra comercial entre Estados Unidos y China?
Leandro Morgenfeld: Argentina, con el gobierno
ultraderechista de Milei, tiene una de las políticas exteriores más
subordinadas de toda la historia del país. En un contexto de declive de
Estados Unidos y ascenso de China y otros actores, tiene la peor
política exterior posible. En 2023 se había negociado, a instancias de
Brasil, el ingreso de Argentina al grupo BRICS, del cual decenas de
países quieren participar. Argentina fue parte histórica de la
ampliación del BRICS y tenía que ingresar en enero de 2024, pero hubo
una reversión del gobierno de Milei de la gestión que había logrado Lula
a finales de 2023, que es el año de la aprobación de Argentina y cinco
miembros más plenos del grupo BRICS.
El gobierno de Milei se alinea completamente con Estados Unidos. Se
pelea con algunos de los socios comerciales principales donde Argentina
destina sus exportaciones, como son Brasil y China, y apuesta por una
economía como la norteamericana, que siempre fue más competitiva que
complementaria con Argentina. Washington siempre aplicó diferentes
formas de proteccionismo arancelario y no arancelario, y esto hace que
los últimos años el déficit comercial de Argentina con Estados Unidos,
más allá de algún año en particular, sea cada vez más deficitario. En la
última década, hay casi treinta mil millones de dólares de déficit
comercial de Argentina con Estados Unidos. A cambio del apoyo del Fondo
Monetario Internacional (FMI), de respaldo político y de alineamiento
ideológico, Milei está entregándole todo a Estados Unidos, dejando al
país en una posición de mucha indefensión al regalar recursos
estratégicos a empresas norteamericanas, de avanzar en un alineamiento
político -por ejemplo cancelando la compra de aviones chinos que ya se
había acordado y cambiando por los F-16 norteamericanos-, de hacerle
promesas al Comando Sur estadounidense de construir una base militar
como parte de la ocupación de nuestros territorio en Tierra del Fuego,
para un control estratégico de uno de los dos pasos bioceánicos en
América.
Alvin Holsey, jefe del Comando Sur y Milei. AFP
LQS: ¿El declive de Estados Unidos que analizan en el libro se puede profundizar con la administración de Donald Trump?
LM: Es muy pronto para afirmarlo, pero mi hipótesis
es que sí. Trump logró algunos triunfos parciales cortoplacistas con una
serie de amenazas, incluidos a sus principales socios comerciales y
económicos, como la Unión Europea (UE), Japón, Corea del Sur, Canadá y
México. El ataque fue muy virulento frente a sus socios. Dinamitar todo
el orden multilateral, retirarse de organismos, denostarlos, atacar a
los países y establecer sanciones comerciales, generó que algunos de
esos países negocien con Estados Unidos y consigan ciertas concesiones.
Pero en el mediano y corto plazo se va a profundizar el declive de
Estados Unidos, porque ninguna hegemonía se mantiene solo con el hard
power (poder duro), es decir con la amenaza. La estrategia de Trump es
distinta a la estrategia globalista: va a una negociación bilateral,
país por país, y extorsiona o amenaza con sanciones económicas o incluso
militares. Por estos días, volvió a amenazar con una incursión militar
para reapropiarse de Groenlandia por la fuerza, y hasta dijo que podría
ocurrir con Canadá, como había dicho en su momento con Panamá.
Cordon Press –
Por un lado, están las amenazas de agresiones directas, y por el otro
están las sanciones comerciales. Esto hace que, incluso, socios que
tienen una dependencia muy fuerte con el mercado interno norteamericano
estén evaluando en el mediano y largo plazo una diversificación de sus
mercados. La gran novedad es que China, a diferencia de 2018, no se
avino a impulsar una rápida negociación con Estados Unidos, sino que le
contestó punto por punto la andanada de aumentos de aranceles que puso
el gobierno de Trump. Por más que tuvo que recular en relación con China
por la necesidad de suspender algunos de los anuncios en términos de la
importación de smartphones, de computadoras, de chips, ahí existe un
reconocimiento de que Estados Unidos, que ha deslocalizado buena parte
de su producción industrial en las últimas décadas, no puede prescindir
de las importaciones provenientes de China. Y si lo hace, China está
desarrollando rápidamente un plan B y un proceso de reemplazar a Estados
Unidos desde el punto de vista comercial en aquellos países o regiones
con las cuales se profundice esta política comercial tan agresiva. Mi
hipótesis es que Trump no solo va frenar o a revertir el proceso de
declive de Estados Unidos, sino que lo va a terminar acelerando.
LQS: ¿Pensás que el bilateralismo de cualquier país con Estados Unidos puede ser una política efectiva en la actualidad?
LM: Puede ser efectiva en algunas cuestiones, pero
no puede establecer una hegemonía a mediano y largo plazo sin
herramientas de consenso y sin construir un orden alternativo. Después
de la Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos en Occidente, y en la
posguerra fría a nivel global, construyó un multilateralismo funcional
para mantener y sostener su dominio y hegemonía a nivel global.
Dinamitar eso, porque ya no es funcional a Estados Unidos para tratar de
frenar el ascenso de China y otros actores, lo deja sin una de las
herramientas de construcción de hegemonía, como es el poder blando (soft
power) y construir un orden institucional donde pueda sostener ese
dominio unipolar. Es un multilateralismo unipolar, que es el que supo
tener Estados Unidos desde el final de la Guerra Fría para acá. La idea
de que va a sostener ese dominio a nivel mundial con negociaciones
bilaterales y sin un orden multilateral alternativo, tiene patas cortas y
está destinado al fracaso.
LQS: ¿Qué desafíos tiene América Latina frente a las tensiones entre Estados Unidos y China?
Reuters – Kevin Lamarque
LM: Los desafíos son enormes por dos motivos. El
primero, porque en Estados Unidos el gobierno de Trump coquetea con
cierta posición aislacionista o con reconocer que ya no pueden seguir
siendo el gendarme planetario como lo fueron hasta ahora. Entonces,
reconoce ciertas áreas de influencia y dice que el continente
latinoamericano es su patio trasero y que no va a aceptar que sigan
avanzando potencias extrahemiféricas. Por eso digo que Trump actualiza
la Doctrina Monroe. Hay, implícitamente, un corolario Trump de la
Doctrina Monroe, reivindicada por el secretario de Estado Marco Rubio, y
por una prédica muy agresiva: recuperar Groenlandia, incluso Canadá
como el estado cincuenta y uno de la Unión, la posibilidad de intervenir
militarmente con drones en México por los carteles de droga, la
posibilidad de recuperar por la fuerza el canal de Panamá, la
construcción de nuevas bases militares, por ejemplo en Argentina. Son
una serie de amenazas para reforzar el dominio en lo que consideran su
patio trasero y su área exclusiva de dominio. Esto hizo que muchos
países se doblegaran ante las amenazas arancelaria e incluso de
intervención militar y política. Hay un reforzamiento y una
militarización de la política estadounidense hacia América Latina y el
Caribe, en particular, y hacia América en general.
LQS: Ante esta realidad, ¿qué opciones tiene América Latina?
LM: Tiene una posibilidad histórica en términos
estructurales, incluso hay condiciones mucho mejores que cuando en 2005
los países del Mercosur más Venezuela le dijimos “No” al ALCA. En esa
etapa era el proyecto de dominio estratégico, donde la estrategia
globalista era la predominante en Estados Unidos, se promovían los mega
acuerdos de libre comercio, el objetivo era controlar a China
estableciendo las reglas de juego del comercio internacional, como
después dijo Barack Obama. Argentina, Brasil, Uruguay, Paraguay y
Venezuela le dijeron no al ALCA, y eso permitió construir una instancia
de coordinación y cooperación política en el continente por parte de los
países sudamericanos, y después latinoamericanos, con organismos como
la CELAC, la Unasur, el ALBA, y frenar un poco el proyecto imperial de
Estados Unidos. Sin embargo, hoy estamos con un mundo mucho más
multipolar que el de hace veinte años, cuando le dijimos “No” al ALCA.
Esa transición hacia un mundo multipolar se observa en la creación de
instituciones como los BRICS y el Banco de Desarrollo como instancias de
financiamiento alternativo.
Rolex de la Pena / EFE
En los hechos, estamos en un mundo donde el poder está mucho más
redistribuido que hace veinte años. Eso genera enormes posibilidades
para América Latina para que fructifique una mayor autonomía de la
región, para la diversificación de la inserción económica internacional.
Sí o sí, como precondición de esto, es que se avance en procesos de
coordinación y cooperación política, y se retomen los proyectos de
integración regional. Si discutimos con Estados Unidos cada uno de los
países de la región en forma bilateral, no hay ninguna posibilidad que
Washington no avance en el proceso de perifelialización de los propios
países de la región. El caso de Argentina es el más claro, pero podemos
decir lo mismo de Ecuador, Paraguay, El Salvador, por tener los
gobiernos más afines a Trump, pero también de muchos otros que intentan o
no confrontar, o zafar de las amenazas de Estados Unidos, sin articular
una estrategia continental común.
Hay que recuperar los organismos regionales, a la CELAC como
instancia de discusión de todos los actores que están redefiniendo este
mundo más multipolar, y desde ahí construir una inserción internacional y
un proyecto de desarrollo con mayores márgenes de autonomía en la
región. Sin eso, no hay ninguna posibilidad. La conclusión sería que
depende de América Latina y de que sepamos superar esos obstáculos para
la integración regional y aprovechar esta oportunidad. Si no, tendremos
como destino ser cada vez más periféricos y subordinados en un mundo en
disputa y frente a esta política más agresiva que plantea el actual
gobierno de Estados Unidos.
* Leandro Albani, periodista y escritor, desde Argentina para LoQueSomos. Autor de No fue un motín. Crónica de la masacre de Pergamino, y Ni un solo día sin combatir. Crónicas latinoamericanas.
Tiene cuatro libros sobre Kurdistán. Ha realizado coberturas desde
Venezuela, Bolivia, México, Cuba, Ecuador, España, Bélgica, Irán y
Bashur (Kurdistán iraquí).